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A PASCOA DESEJADA


Lição 11 - A Páscoa desejada


Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2019 - BETEL - Classe: Adultos - Data da Aula: 15 de Setembro de 2019.


Texto Áureo

"E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;", Lc 22.15

Verdade Aplicada

A Páscoa que antecedeu o padecimento de Cristo foi um momento repleto de significados e revelações, que devem continuar impactando a Igreja, até que Ele venha.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Lc 22.17-20
17 - E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;
18 - Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.
19 - E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.
20 - Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

Introdução

Trataremos nesta lição sobre a páscoa mais desejada de Jesus, que precedeu a Sua morte. Relembraremos a Sua instituição e como ganhou em Cristo um caráter diferenciado, que impacta a igreja cristã e o mundo até hoje.

1. A TRADIÇÃO PASCAL

Para compreendermos a tradição pascoal, é necessário conhecermos como ela surgiu. A ideia central da celebração da Páscoa é a libertação do povo de Deus do jugo de escravidão egípcia. Os fatos que ocorreram foram tão marcantes na primeira Páscoa que os pais passaram fielmente de geração em geração.

1.1. Sua instituição
A primeira Páscoa foi ordenada por Deus aos hebreus, por ocasião de sua saída do Egito.
A palavra páscoa no hebraico é “pasah” ou “Pesah” e pode se referir ao sacrifício, à vítima animal ou à festa da Páscoa. Ela era comemorada com pães asmos, ou seja, pães que não contém fermento e também dela fazia parte, um cordeiro por família. Se a família fosse pequena poderia juntar-se com outra. O Sangue do cordeiro foi aspergido nos umbrais das entradas das casas hebreias, para que o anjo da morte, vendo o sinal, não trouxesse juízo de morte sobre o primogênito daquela casa. Este anjo entraria em todas as casas que não tivessem o sinal, trazendo assim a morte do primogênito e grande dor à família (Êx 12.1-28). A Páscoa no Antigo Testamento apontava para Jesus Cristo, "nossa páscoa, foi sacrificado por nós" (1Co5.7).

1.2. Seu objetivo ao longo das gerações
O objetivo central da celebração da páscoa ano após ano era o não-esquecimento da libertação efetuada por Deus. O cordeiro pascoal era um tipo de Cristo Jesus. Isso significa que, assim como um cordeiro pascoal representa a libertação de um cativeiro humano, o egípcio, o Messias sofredor representaria a libertação total e definitiva do poder do pecado e do cativeiro das trevas. Muitas gerações de judeus celebraram a Páscoa com um entendimento limitado, reportando-se tão somente ao passado histórico, porém em Jesus Cristo esta cerimônia ganharia um novo sentido.

1.3. O contexto pascoal do tempo de Jesus
A Páscoa era um grande evento, muito celebrado em Jerusalém. Judeus de todas as partes de Israel e os dispersos entre as muitas nações se dirigiam para lá. Os judeus dispersos almejavam em cada celebração da Páscoa que no próximo ano a celebrassem em Jerusalém, nem que fosse uma única vez na sua vida. Assim, esse tipo de multidão, formada por tantas pessoas oriundas de diferentes regiões, poderia facilmente estimulada a provocar algum levante e revolta. Segundo o historiador Josefo, insurreições sangrentas ocorreram na Palestina no primeiro século. Por isso o temor das autoridades religiosas em causar alvoroço com a prisão de Jesus (Mt 26.4-5).

2. MOMENTOS QUE ANTECIPARAM A PÁSCOA

Além do contexto geral acima apresentado, estudaremos fatos que anteciparam a Última Páscoa do Senhor Jesus com Seus discípulos. Verificaremos a maneira encontrada pelas autoridades religiosas para efetuarem a prisão de Jesus, visto ser pessoa de grande notoriedade; também veremos a Sua tranquilidade e os preparativos para a Última Páscoa.

2.1. Uma maneira de prender Jesus
Os chefes dos sacerdotes e os escribas pensavam continuamente numa maneira de prender Jesus (Lc 22.2-5). O Mestre ensinava todas as manhãs no templo e Sua notoriedade incomodava a muitos. Estes homens não suportavam a Sua fama e muito lhes era incômodo saber que Jesus ensinava livremente todos os dias bem cedinho para um grande auditório. "como prendê-lo" era o dilema. "Entrou, porém, Satanás em Judas" (Lc 22.3). Surge, então, inesperadamente o benefício da traição de Judas Iscariotes, apressando, assim, a execução do plano. A proposta apresentada por Judas alegrou as autoridades religiosas (Lc 22.5). O plano inspirado por Satanás deixou alegre os que foram constituídos para ensinar a Lei de Deus e conduzir o serviço do templo. Quanta contradição! Em audiência com eles, Judas pediu-lhes dinheiro, e eles concordaram.

2.2. Jesus ensinando no templo
Jerusalém estava apinhada dos judeus de todos os lugares. Uma ocasião oportuna para muitos subirem ao templo para orar e receber algum ensinamento. Bem cedo Jesus se dirigia para lá a fim de ensinar o povo e grande número de pessoas iam para ouvi-lo (Lc 21.38). Como podemos entender isso? Jesus demonstra segurança e tranquilidade em estar ali, mesmo sabendo o risco de ser preso a qualquer momento. Após a purificação do templo (Lc 19.47-48), o Senhor ocupa seus últimos dias de liberdade ensinando o povo ali. O evangelista Marcos registra que enquanto Jesus ensinava no templo em sua última semana: 1) As autoridades religiosas buscavam matá-lo; e 2) A multidão estava admirada acerca da sua doutrina (Mc 11.18). Ainda hoje são diversas reações diante do ensino da Palavra. Interessante que Jesus não era movido pelas reações diante de Seu ensino, mas pela convicção de Sua missão.

2.3. Os preparativos para a Páscoa
A cidade de Jerusalém, por ocasião da Páscoa, ficava lotada. Por esse motivo, era necessário fazer os preparativos para a Páscoa (Lc 22.8-13). Era necessário providenciar um ambiente adequado para que Jesus e Seus discípulos celebrassem aquela ceia especial. Então Jesus enviou Pedro e João antecipadamente para confirmar o local com determinado homem, que passaria levando consigo um cântaro de água. O tal homem mostrou-lhes o lugar onde Jesus celebraria a Páscoa com Seus discípulos. Aprendemos, assim, quão previdente e organizado era o Senhor Jesus naquilo que pretendia fazer.

3. A PÁSCOA DESEJADA

A última Páscoa da vida do Senhor Jesus com os Seus discípulos foi a mais desejada por Ele, por preceder o Seu sacrifício na cruz e ganhar um sentido novo e mais completo. De maneira que ela se tornou mais que um ritual, pois os seus elementos, tais como o pão e o vinho, ganharam significados além de si mesmos.

3.1. O novo significado do pão
O pão usado por ocasião da ceia era um pão sem fermento, pois o fermento tinha um sentido pecaminoso nessa ocasião. Nos outros dias os judeus usavam fermento normalmente, mas na semana da Páscoa eles pegavam uma lamparina, analisavam cada canto da casa e removiam todo o vestígio de fermento. O pão asmo reportava à pressa com que os filhos de Israel saíram do Egito. No entanto, agora Jesus diz desse pão: Isto é meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim" (Lc 22.19). Os apóstolos só entenderam o plano sentido dessas palavras depois da Sua ressurreição.

3.2. O novo significado do vinho
O próprio Senhor estabeleceu o significado ao tomar o cálice; “É o Novo Testamento no meu sangue” (Lc 22.20) e o conteúdo do mesmo, ou seja, vinho (Lc 22.18). Ele fez a associação entre o vinho e o Seu sangue que seria derramado, afirmando o estabelecimento de um Novo Concerto (Hb 8.13;9.15), que já havia sido predito pelo profeta Jeremias (Jr 31.31).

3.3. A honra e a responsabilidade de participar da ceia
É possível que os discípulos não compreenderam plenamente o que significava a participação naquela celebração repleta de significados envolvendo aspectos tipológicos (celebração que, naquele momento, conduzia a mente dos discípulos ao agir redentor de Deus no passado), programáticos (desenrolar de eventos futuros, ou seja, a Nova Aliança que estava para ser firmada) e paradigmáticos (características normativas para a missão e caráter do povo de Deus). Afinal a revelação ainda estava em processo progressivo (Jo 13.7; 16.12-13). Contudo, hoje, temos a Bíblia completa, o Espírito Santo em nós e uma história de mais de dois mil anos desde o Pentecostes. Temos discernido o que significa participar da Ceia do Senhor? (1Co 11.27-29).

CONCLUSÃO

Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.7). Assim, na Nova Aliança, a Igreja tem o dever de celebrar a Ceia do Senhor, que substituiu a Páscoa (1Co 11.26), até que Ele venha e nos conduza à participação nas Bodas do Cordeiro.

QUESTIONÁRIO

1. Para quem a Páscoa no Antigo Testamento apontava?

2. No que os chefes dos sacerdotes e os escribas pensavam continuamente?

3. O que alegrou as autoridades religiosas?

4. Por que era necessário fazer os preparativos para a Páscoa?

5. O que já havia sido predito pelo profeta Jeremias?




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